Justiça Federal autoriza soltura de MC Ryan

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A Justiça Federal autorizou a soltura de MC Ryan SP após revogação da prisão preventida do funkeiro. A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que estendeu ao artista um habeas corpus concedido anteriormente ao empresário Henrique Alexandre Barros Viana, conhecido como “Rato”, ligado à Love Funk.

De acordo com a determinação do tribunal, o funkeiro terá que seguir uma série de determinações judiciais, que também foram impostas a Diogo Santos de Almeida. Entre as medidas estabelecidas estão:

  • Comparecimento a todos os atos do processo;
  • Não se ausentar da cidade de residência por mais de 5 (cinco) dias sem autorização do juízo;
  • Comparecer mensalmente em juízo para comprovar suas atividades; e,
  • Proibição de se ausentar do país sem autorização do juízo, com entrega do passaporte, se houver.

MC Ryan SP estava preso preventivamente desde 15 de abril de 2026, após ser detido durante a Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro envolvendo apostas e rifas ilegais.

Preso na PF

O funkeiro foi detido em Riviera de São Lourenço, Bertioga, no litoral de São Paulo. Segundo a investigação, ele e outras figuras famosas ligadas ao ramo de entretenimento e música, integravam um esquema voltado a lavagem de dinheiro. Além disso, alguns dos investigados possuíam algum tipo de ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Papel de MC Ryan SP

A Polícia Federal apontou que Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP, é o líder da organização criminosa que movimentou cerca de R$ 260 bilhões.

Segundo as investigações, o artista seria o principal beneficiário econômico da estrutura e teria usado empresas de produção musical e entretenimento para misturar receitas legítimas com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais.

As apurações apontam que Ryan teria usado mecanismos de blindagem patrimonial ao transferir participações societárias para familiares e os chamados “laranjas”. A PF constatou que as ferramentas eram utilizadas com o objetivo de distanciar o capital da pessoa física do cantor.

Ainda de acordo com a investigação, os valores, depois de serem processados pelas operadoras, eram convertidos em imóveis de luxo, veículos de alto padrão, joias e outros ativos de valor. O principal operador do grupo é apontado como Rodrigo Morgado, que se autointitula como “contador” e foi preso na “Operação Narco Bet”, mesma operação que prendeu o influenciador “Buzeira”.

Outra pessoa citada é Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei e um dos maiores criadores de conteúdo sobre famosos do Brasil. Segundo a PF, ele seria o grande operador de mídia da organização, ao receber valores para divulgar conteúdos dos artistas e na promoção de plataformas de apostas e rifas.

Escudo de conformidade

O esquema atuava sob o que os investigadores chamam de “escudo de conformidade”, que foi definido pela projeção artísitca e o alto engajamento dos envolvidos.O fator seria determinante para naturalizar as movimentações financeiras, o que, de acordo com as investigações, serviria para mascarar recursos vindos do tráfico de drogas, jogos de azar e rifas digitais como receitas legítimas do setor artístico.

Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan SP, é apontado como um elemento central no papel de projeção pública. Os apuradores detalham que a base de seguidores do artista era usada para dar aparência de legalidade ao patrimônio e suavizar alertas de fiscalização.

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