Renan Ângelo Moreira foi condenado a 41 anos, 7 meses e 11 dias de prisão em regime fechado pelo assassinato da companheira, Luciene Rosa Teixeira, que estava grávida na época do crime. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (16/07), no Fórum Desembargador Faria e Sousa.
A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Henry Wagner Vasconcelos de Castro, da 7ª Promotoria da comarca. A pena pelo feminicídio foi fixada em 40 anos, considerando agravantes como a gravidez da vítima, o emprego de meio cruel e o impacto do crime sobre os outros três filhos de Luciene, de 8, 13 e 15 anos. O réu também foi condenado por tentativa de aborto, o que resultou em mais 1 ano, 7 meses e 11 dias de prisão.
O CRIME
Segundo a acusação, no dia 17 de fevereiro de 2025, Luciene, grávida de oito meses, foi agredida com 13 facadas em sua residência, após uma discussão motivada por ciúmes. O agressor colocou a vítima ferida em um carro, mas ela conseguiu se jogar do veículo em movimento nas proximidades da Praça da Estação. Policiais militares prestaram socorro e ouviram da própria vítima a identificação do autor do ataque. Em depoimento, o acusado admitiu ter desistido de buscar socorro formal por medo de ser preso.
Luciene foi levada ao Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, onde passou por uma cesariana de emergência, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O bebê sobreviveu, mas sofreu falta súbita de oxigenação nos tecidos do corpo, em razão da perda de sangue da mãe, o que resultou em graves sequelas neurológicas. Após semanas internado na UTI neonatal, o menino foi encaminhado para acolhimento institucional no Lar das Meninas, onde permanece sob suporte social.
