Cleitinho diz que apoio de nomes do PT e do PL mostra ele não é ‘extremista’

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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), candidato ao Governo de Minas Gerais, afirmou que a demonstração pública de apoio de nomes filiados ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao Partido Liberal (PL) mostra que ele não é “radical” e nem “extremista”. “Sempre trabalhei para todos, sempre falei isso, as minhas pautas foram reduzir o custo da vida para o povo mineiro, fiscalização essa que eu fiz e todo mundo teve identificação”, disse.

O candidato cumpriu agenda na noite desta sexta-feira (28) em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ele esteve acompanhado do ex-prefeito da cidade Vittorio Medioli (PL) e do vereador de BH Vile Santos (PL), ambos postulantes a cadeiras na Assembleia Legislativa de Minas (ALMG).

O PL, no entanto, tem candidatura própria ao Executivo: o empresário Flávio Roscoe, nome que vingou após as idas e vindas de Cleitinho em disputar ou não o Palácio Tiradentes.

No interior do estado, no municio de Frei Gaspar, a prefeita Jackeliny Nascimento (PT), também declarou apoio à Cleitinho para o governo de Minas, apesar de o PT ter o deputado federal Patrus Ananias disputando o Executivo.

Na Grande BH, Cleitinho afirmou que apesar de “ser de direita”, seu coração “é para todos”, declarando que se eleito para o Executivo, a tendência e “obrigação” seria dialogar com o presidente da República, independente de quem seja.

“Vou dar o exemplo da dívida de Minas: como uma pessoa que deve a outra vai brigar com ela deve? Não, é preciso ir com humildade. Hoje nós temos uma dívida com a União de quase R$ 200 bilhões, é quase impagável. Independente de quem seja presidente em 2027, seja Flávio (Bolsonaro), seja o Lula; tenho que ter humildade de sentar com eles, conversar e ver como reduzir essa dívida para fazermos políticas públicas”, declarou.

Composições políticas

Ao lado de Medioli, Cleitinho afirmou que “composições políticas” atrapalharam uma possível aliança com o PL, partido do ex-prefeito de Betim. De acordo com ele, o empresário teria sido procurado ainda no ano passado como um possível nome para o cargo de vice-governador, caso o senador saísse de fato para a disputa eleitoral. “Fiz esse convite e ele sabe, se quiser, será um secretário meu. Vai depender só dele. Se quiser ser secretário, vai governar junto comigo”, afirmou,

Antes de Roscoe ser anunciado oficialmente por Flávio Bolsonaro (PL) como candidato ao governo de Minas, Vittorio Medioli aparecia na lista de cotados da sigla que visava uma alternativa a ausência de Cleitinho — que até então tentava dentro do próprio partido construir uma candidatura.

De acordo com Medioli, apesar da candidatura de Roscoe, a orientação do PL foi de “respeitar” e evitar conflitos com o Azevedo. “Não estamos aí para fazer uma política de rancor, de críticas. Estamos preocupados com resolver os problemas”, definiu.

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