Supermercado de BH já restringe compra de arroz após tragédia no Rio Grande do Sul

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Em Belo Horizonte já tem supermercado restringindo a compra do arroz a cinco unidades por CPF, acreditando em um possível desabastecimento, em função dos alagamentos que ocorreram no Rio Grande do Sul, maior produtor do grão no Brasil. Inclusive, o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, não descartou a possibilidade de importar tanto arroz quanto feijão para equilibrar a produção nacional e evitar novos aumentos nos preços.

Porém, para o secretário-adjunto de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, João Ricardo Albanez, “o cenário está sendo tratado de forma muito alarmista”. Segundo ele, há uma estimativa de produção em torno de 10 milhões de toneladas, sendo que 70% dessa produção se encontra no Rio Grande do Sul, e dessas, 7 milhões de toneladas, grande parte já havia sido colhida.

“Estimativas do Rio Grande do Sul apontam para cerca de 80% da produção colhida, algo em torno de 5,6 milhões de toneladas. Então, pode haver algum risco nesses 20% restantes e há, também, a questão do deslocamento, já que a logística foi abalada. Assim, poderemos ter alguma dificuldade no transporte, impactando no escoamento até que a situação se normalize. Mas acredito que ainda é muito cedo para criarmos uma expectativa negativa ou cogitarmos desabastecimento”, afirmou.

Um funcionário da unidade do Supermercado BH, onde a reportagem do DIÁRIO DO COMÉRCIO encontrou o aviso de restrição na compra de arroz, explicou que a unidade já começou a sentir os reflexos da crise que está acontecendo no Sul do País.

“O Sul do Brasil é um dos nossos maiores fornecedores de arroz. Então, automaticamente, para conseguirmos atender toda a demanda de clientes, a melhor forma, infelizmente, foi restringir cinco pacotes por CPF. E está funcionando”, disse.

Para Albanez, no entanto, o momento é de aguardar mais alguns dias antes de confirmar qualquer redução mais significativa dos volumes ofertados. Ele reforça que a situação de restrição é muito prematura e alarmista. “Toda vez que o consumidor vai à gôndola e compra um volume a mais sem necessidade de estocar, provoca uma corrida e um aumento de preço, devido o aumento da demanda desnecessário”, explicou o secretário-adjunto.

Aviso que restringe a compra de arroz a cinco unidades por CPF foi colocado em loja do Supermercado BH, na região Oeste (Renato Fonseca)

 

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