Polícia confirma que corpos encontrados são de jovens do Sul de Minas desaparecidos em SC

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A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou, neste domingo (4 de janeiro), que os quatro corpos encontrados em Biguaçu são dos jovens de Minas Gerais e de São Paulo que estavam desaparecidos há cerca de uma semana. A cidade fica a aproximadamente 20 quilômetros de Florianópolis, capital de Santa Catarina.

Três das vítimas eram naturais do Sul de Minas Gerais e uma do estado de São Paulo. O grupo desapareceu no dia 28 de dezembro, em São José, na Grande Florianópolis, onde os jovens moravam.

De acordo com a Delegacia de Pessoas Desaparecidas de Santa Catarina, os quatro foram vistos pela última vez no centro de Florianópolis, também no dia 28 de dezembro, um domingo. No último sábado (3), a Polícia Militar recebeu uma denúncia sobre quatro corpos abandonados às margens de uma estrada no bairro Fundos, em uma área de mata, em Biguaçu, pouco antes das 9h.

No local indicado, os corpos foram encontrados com as mãos amarradas e apresentavam sinais de mutilação. A região foi isolada e as polícias Civil e Científica foram acionadas para os trabalhos periciais.

As vítimas, Guilherme Macedo de Almeida, de 20 anos, Daniel Luiz da Silveira, de 28, e Bruno Máximo da Silva, de 28, eram naturais das cidades de Guaranésia e Guaxupé, no Sul de Minas. O quarto jovem, Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19 anos, era natural de Araraquara, no interior de São Paulo.

Segundo a irmã de Guilherme, os jovens haviam se mudado para Santa Catarina em busca de trabalho. Ela contou que Pedro e Bruno chegaram à cidade litorânea em outubro deste ano, para atuar como garçons. Já Guilherme teria se mudado há menos de um mês e começaria a trabalhar em uma empresa de solda no dia 5 de janeiro.

Câmeras registraram saída dos jovens

Segundo a familiar, o último contato de Guilherme com a família ocorreu na manhã do dia 27 de dezembro, quando ele fez uma chamada de vídeo com a mãe. “Ele disse que ele e o Daniel estavam na praia. Essa foi a última informação que tivemos. No dia seguinte, minha mãe mandou um bom dia, mas a mensagem já não chegou”, relata Laís.

Imagens de uma câmera de segurança próxima à casa onde os jovens moravam registraram o momento em que o grupo deixa o imóvel durante a madrugada de domingo (28). As gravações mostram os quatro saindo por volta das 3h06. “Meu irmão é o que aparece com o chapéu na mão”, aponta Laís.

Cerca de uma hora depois, Guilherme e Bruno retornaram ao imóvel. Segundo a irmã, Bruno aparenta estar agitado, gesticulando bastante enquanto conversa ao telefone. Minutos depois, um último registro mostra uma pessoa saindo da casa e entrando no banco traseiro de um carro que aguardava parado na rua. “Parece ser o Pedro entrando nesse carro, que seria de aplicativo”, completa.

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