As vítimas da chacina que matou cinco pessoas da mesma família no bairro Santa Cecília, em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, são veladas na manhã desta quinta-feira (8/1), no Cemitério Parque da Saudade. O crime ocorreu na manhã de quarta-feira (7/1), dentro da residência da família, e chocou a cidade pela brutalidade e pelo vínculo entre autor e vítimas.
Entre os mortos estão o pastor aposentado João Batista Fernandes Souza, de 74 anos, duas filhas dele, um neto de apenas 5 anos e a companheira do idoso, madrasta do suspeito. O autor do crime é um homem de 42 anos, filho do pastor, que foi preso pouco depois e confessou os assassinatos.
A cerimônia de despedida das vítimas começou ainda na noite de quarta-feira (7/1), às 22h. Todas as vítimas estão sendo veladas na mesma capela. O enterro da família está marcado para as 11h, no próprio Parque da Saudade e no Cemitério Municipal.
Em comunicado nas redes sociais, a igreja onde o pastor congregava lamentou a morte da família e agradeceu o apoio da população.
Quem são as vítimas:
- João Batista Fernandes Souza, de 74 anos, pastor aposentado
- Mônica dos Santos Souza, de 44 anos, filha do pastor
- Rachel dos Santos Souza, de 47 anos, filha do pastor
- Gabriel Souza Costa, de 5 anos, filho de Rachel e neto do pastor
- Neide Fernandes de Faria Souza, de 63 anos, companheira do pastor aposentado e madrasta do suspeito
O crime
As mortes foram descobertas após um familiar encontrar os corpos dentro da casa e acionar a Polícia Militar de Minas Gerais por volta das 7h. Todas as vítimas foram mortas a facadas.
De acordo com as investigações, o suspeito saiu de casa durante a madrugada e foi a pé até a residência da família. Ele aguardou até que uma das irmãs saísse para trabalhar, a rendeu e a obrigou a entrar novamente no imóvel, momento em que começaram os ataques.
Após cometer o crime contra as cinco vítimas, o homem deixou o local e retornou para a própria casa. Ele foi localizado e preso cerca de 20 minutos depois, em outro bairro da cidade. Ao perceber a presença policial, se rendeu e confessou os assassinatos. A faca utilizada no crime foi apreendida.
Em depoimento, o suspeito apresentou versões contraditórias sobre a motivação, citando dívidas e conflitos familiares. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
