Justiça absolve policiais que mataram 26 criminosos do ‘novo cangaço’ em Varginha

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A Justiça Federal absolveu nesta quinta-feira (10) seis policiais que mataram 26 criminosos do “novo cangaço” em Varginha, no Sul de Minas Gerais. O caso aconteceu em 31 de outubro de 2021.

Entre os réus estavam quatro agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e dois do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar (PMMG).

Os policiais haviam sido denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por homicídio qualificado após as mortes ocorridas na operação.

A decisão foi proferida pelo juiz federal Élcio Arruda, da 1ª Vara Federal Criminal de Uberaba. O magistrado considerou que os agentes agiram em legítima defesa.

O juiz considerou o fato de que foram apreendidos com os criminosos 29 armas de fogo, munições, carregadores, explosivos, detonadores, nove veículos roubados ou furtados, um caminhão e outros itens.

“A Polícia cumpriu seu desígnio constitucional de prover a segurança pública. Coragem, destemor e arrojo nortearam a atuação dos bravos policiais engajados nos eventos. Enquanto muitos se entibiariam ou debandariam, eles se arrojaram e porfiaram”, afirmou o magistrado.

“Os mortos – malfeitores de elevada maturidade criminal, vita ante acta criminosa consolidada, experientes em delitos graves, sem nenhum respeito pela vida humana – não eram vítimas, sim vitimizadores. Os policiais não foram vilões, foram heróis”, acrescentou.

Em comunicado enviado à Itatiaia, o advogado Fernando Magalhães, que trabalhou na defesa dos agentes da PRF, celebrou a decisão.

“A Guarda de Tiradentes, junto com a Polícia Rodoviária Federal, fez prevalecer o que em Minas e no Brasil precisa acontecer todos os dias. A honra, a glória, a justiça e a preservação da vida. E que o crime fique no seu lugar e, se ele não souber se portar, que ele seja enterrado”, destacou.

A operação realizada pelos agentes teve o objetivo de combater a investida de um grupo de assaltantes de banco. Segundo a apuração na época, o grupo roubaria um banco no dia seguinte. Os criminosos eram do Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Pará, Rondônia e São Paulo.

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