Como funciona o paraquedas de avião que salvou piloto em Minas Gerais

PUBLICIDADE

Um avião de pequeno porte sofreu uma pane, teve um princípio de incêndio e precisou realizar um pouso de emergência na manhã desta terça-feira (25) em Mateus Leme, na Grande Belo Horizonte, Minas Gerais. O piloto conseguiu sobreviver e realizar o pouso forçado após o acionamento de um paraquedas da própria aeronave, o que chamou atenção.

O ultraleve, de matrícula PR-VMI, contava com um sistema de paraquedas para toda a aeronave, conhecido como Cirrus Airframe Parachute System (CAPS, na sigla em inglês). Ele é usado em situações de extrema emergência.

De acordo com a Cirrus Owners & Pilots Association, o sistema consiste em um grande paraquedas acionado por foguete balístico acoplado à fuselagem. Ele é acionado após uma alavanca vermelha localizada entre os assentos do piloto e do copiloto ser acionada.

O foguete garante a abertura do paraquedas, enquanto uma taxa de inflação lenta e cabos de sustentação rebaixados permitem transição para uma altitude estável. Assim, a aeronave “cai lentamente”. No entanto, impactos e danos ainda podem ser registrados, como no caso desta manhã.

A empresa fabricante do projeto garante que, desde o lançamento, o CAPS já salvou mais de 290 pessoas.

Entenda o caso de pane em Minas Gerais

O piloto conseguiu realizar o pouso de emergência após o avião de pequeno porte onde estava sofrer uma pane e ter um princípio de incêndio na manhã desta terça-feira em Mateus Leme, na Grande Belo Horizonte, Minas Gerais. Conforme informações do Corpo de Bombeiros, o piloto conseguiu acionar o paraquedas do próprio avião para evitar a queda.

Segundo o registro da ocorrência, a aeronave, de matrícula PR-VMI, realizava um voo intermunicipal para uma possível manutenção quando, em dado momento, teria apresentado uma pane e sofrido uma pequena explosão seguida de princípio de incêndio.

O piloto de 29 anos, que era o único ocupante do avião, acionou o paraquedas da aeronave e realizou o pouso de emergência. Populares levaram o homem até a UPA de Mateus Leme.

Segundo os Bombeiros, o piloto estava consciente e orientado, negou forte impacto contra o solo, sem queixas de dores e sem escoriações. Neste momento, equipes do Cenipa deslocam-se até o local.

Posteriormente, ele foi transferido ao Pronto-Socorro do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, por suspeita de inalação de fumaça.

Em nota, a FAB (Força Aérea Brasileira) informou que realizou a ação incial da ocorrência, a qual os investigadores e credenciados aplicam técnicas específicas para a coleta e confirmação de dados, a verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações relevantes.

Segundo o órgão, a etapa é responsável por unir elementos que auxiliarão as fases posteriores da investigação, as quais visam identificar possíveis fatores contribuintes e, quando aplicável, permitir a emissão de Recomendações de Segurança voltadas à prevenção de novas ocorrências.

Mais recentes

PUBLICIDADE

Rolar para cima