O Complexo Hospitalar de Barbacena (CHB), que integra a rede Fhemig, conduziu um procedimento inovador na rede pública de saúde de Minas Gerais. Um jovem de 28 anos recebeu a aplicação de polilaminina, uma substância experimental voltada para a recuperação neurológica, após sofrer uma grave lesão medular em um acidente de moto.
O atendimento e a intervenção ocorreram de forma ágil. O paciente deu entrada no hospital na noite de sexta-feira (19/6), passou por uma cirurgia na coluna no domingo (21/6) e recebeu o composto experimental na terça-feira (23/6), logo após a validação dos critérios médicos e dos trâmites documentais necessários.
O atendimento e a intervenção ocorreram de forma ágil. O paciente deu entrada no hospital na noite de sexta-feira (19/6), passou por uma cirurgia na coluna no domingo (21/6) e recebeu o composto experimental na terça-feira (23/6), logo após a validação dos critérios médicos e dos trâmites documentais necessários.
Mecanismo de ação da polilaminina
A polilaminina é uma versão modificada da laminina, uma proteína que já existe no organismo e é vital para o desenvolvimento das células nervosas. Os pesquisadores avaliam a capacidade do composto de diminuir a inflamação na área afetada e de funcionar como um suporte molecular. Essa estrutura serve para guiar o crescimento dos axônios, que são os responsáveis por transmitir os impulsos no sistema nervoso, buscando refazer as conexões interrompidas pelo trauma.
O tratamento está em estágio de pesquisa clínica e não tem garantia de reversão da lesão. A aplicação foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sob o protocolo de uso compassivo, uma modalidade voltada para pacientes em estado grave e que não possuem outras opções de tratamento disponíveis no mercado.
Cooperação técnica e reabilitação
O procedimento foi viabilizado por uma parceria entre a equipe do hospital mineiro e os pesquisadores do Projeto Polilaminina, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O deslocamento dos cientistas e do material contou com o suporte aéreo do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.
A continuidade do tratamento do paciente agora depende de um acompanhamento multidisciplinar. Embora a substância atue para criar um ambiente biológico favorável à regeneração dos tecidos, a realização de fisioterapia constante é obrigatória para estimular o restabelecimento das funções motoras e o reaprendizado neurológico.

