O Tribunal do Júri da Comarca de Inhapim condenou Wallace de Souza a 28 anos e seis meses de prisão por dois homicídios qualificados consumados. O julgamento foi realizado nessa quinta-feira (14/05).
De acordo com a denúncia, o crime ocorreu no dia 17 de maio de 2024, por volta das 12h45, no km 505 da BR-116, em Inhapim. As vítimas, Iran Garcia Ferreira, de 22 anos, e Luana Aparecida Machado Rabelo, de 21, morreram após uma grave colisão automobilística. Luana estava grávida de aproximadamente quatro meses.
Segundo as investigações, o condenado conduzia um veículo sob influência de álcool, em velocidade acima da permitida e com a capacidade psicomotora alterada. Em determinado momento, ao tentar realizar uma ultrapassagem, ele teria dormido ao volante, invadido a contramão e atingido frontalmente a motocicleta em que estavam as vítimas, que seguiam regularmente no sentido oposto.
Com o impacto, Iran e Luana foram arremessados para fora da pista e sofreram múltiplas lesões graves, que causaram as mortes. Ainda conforme a denúncia, Wallace apresentava sinais visíveis de embriaguez e foi submetido ao teste do etilômetro, que apontou índice superior ao permitido pela legislação.
DEFESA
No início da sessão do júri, o advogado de defesa do réu, Abraão Lopes, abandonou o plenário do Tribunal do Júri da comarca de Inhapim.
Durante o julgamento, o defensor alegou que o magistrado responsável pelo caso estaria “viciado” na condução da sessão. Segundo ele, em diversos momentos o juízo não permitiu determinados questionamentos durante os debates, o que motivou a decisão de deixar o plenário novamente.
TV Super Canal
