A cinco meses para as Eleições 2026, a corrida para regularizar a situação eleitoral ganha urgência. Minas tem hoje 16.255.039 pessoas aptas a votar, das quais 12.236.210 – cerca de 75,28% – estão com a biometria cadastrada. O prazo para coleta das digitais termina em 6 de maio, o que acende o alerta para os 4 milhões de mineiros que ainda não realizaram o procedimento.
Para esclarecer as principais dúvidas sobre a segurança do processo e a obrigatoriedade da identificação, o HOJE EM DIA conversou com Wellerson Amarante, secretário de Tecnologia de Informação do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). Confira:
Quem precisa fazer o cadastro biométrico? É obrigatório?
A dúvida sobre a obrigatoriedade é, frequentemente, o primeiro questionamento de quem busca os cartórios.
Segundo Amarante, embora o sistema caminhe para a digitalização total, a biometria ainda não é uma exigência para o exercício do voto. “Não é obrigatório, entretanto, é altamente recomendado”.
A biometria faz parte de um conjunto de melhorias na segurança que a Justiça Eleitoral adota há anos. O objetivo central é garantir que cada eleitor seja identificado de forma única, eliminando fraudes como o uso de documentos falsos.
“Diversos serviços públicos, como o INSS, já adotam a biometria para evitar fraudes. Ao fazer o cadastro, o eleitor melhora a segurança do processo e garante que ninguém vote no seu lugar”, reforça.
Quem não fez o cadastro corre o risco de não votar?
Uma das maiores preocupações do eleitor é ser barrado na hora de votar por falta da digital.
O secretário esclarece que quem está com a situação regular perante a Justiça Eleitoral poderá votar normalmente em 2026, mesmo sem a biometria, desde que apresente o título de eleitor e um documento de identidade oficial.
O registro digital feito na seção em 2024 equivale ao cadastramento válido?
Muitos eleitores serão surpreendidos com as próprias digitais já disponíveis na urna, mesmo sem terem ido a um cartório eleitoral. Amarante explica que isso acontece devido ao projeto de Biometria de Órgãos Externos (Bioex), um acordo de cooperação entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e órgãos como o Instituto de Identificação de Minas Gerais, Detran e Senatran.
“As biometrias coletadas ao emitir a nova identidade ou a CNH são enviadas para o TSE, passam por um processo de individualização e ficam guardadas em uma base separada”, detalha.
No dia da eleição, esses dados são levados para a urna. “Se a digital passar na conferência, habilita o eleitor e, posteriormente, o TSE integra esses dados definitivamente ao cadastro eleitoral. No caderno de votação, haverá uma indicação de que aquela biometria veio de um órgão externo”.
Como o eleitor pode saber se já cadastrou a biometria ou se está apto a votar?
Para evitar deslocamentos desnecessários e conferir a situação cadastral, a Justiça Eleitoral disponibiliza ferramentas digitais que centralizam todas as informações sobre o título e a biometria em um só lugar.
De acordo com Amarante, o processo é rápido e pode ser feito inteiramente de forma remota.
O eleitor pode consultar a própria situação por meio do aplicativo e-Título ou pelo portal de autoatendimento eleitoral no site do TSE. “Esses canais são mais rápidos e estão disponíveis a qualquer hora do dia. Se a pessoa não tem tempo durante o expediente, pode acessar à noite e entender sua situação rapidamente”.
Além do ambiente virtual, Minas mantém o Disque Eleitor, pelo número 148, como canal oficial de atendimento. Por meio dessas plataformas, é possível verificar se o título está regular e se o cadastro biométrico já foi processado pelo sistema ou integrado via parcerias com outros órgãos.
