Saque do FGTS para dívidas deve ser limitado até 20%, diz ministro

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os trabalhadores poderão sacar até 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para quitarem suas dívidas. A medida deve fazer parte de um pacote que a equipe econômica do governo Lula (PT) está preparando para tentar reduzir o endividamento das famílias.

Em entrevista à Folha de São Paulo nesse domingo (12), Durigan explicou que a medida seria um saque limitado que ainda está em discussão. “A gente tem trabalhado com um limite de 20% de saque da conta individual. É o número que está sendo discutido e que tem um impacto contido no fundo”, declarou.

Durigan ainda destacou que depois do primeiro Desenrola, programa criado em 2023 para renegociar a dívida dos trabalhadores, houve uma queda no endividamento alinhado a queda na taxa básica de juros, a Selic. Quando a taxa voltou a subir no final de 2024, e durante 2025, a inadimplência acompanhou. Atualmente, os juros de referência estão fixados em 14,75%.

Segundo o ministro, o programa deve estimular as instituições financeiras a reduzirem uma dívida e que haja um refinanciamento com taxas menores. “A gente tem trabalhado com um limite de 20% de saque da conta individual. É o número que está sendo discutido e que tem um impacto contido no fundo”, afirmou.

O saque do FGTS deve gerar um desembolso de R$ 7 bilhões no fundo, de acordo com estimativas do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), beneficiando cerca de 10 milhões de trabalhadores. Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) dão conta de que o endividamento que já atinge 80,4% das famílias brasileiras

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