Desaparecimento completa 1 mês; o que se sabe sobre caso que mobiliza autoridades

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O desaparecimento de Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, de quatro, completa um mês nesta quarta-feira (4). O sumiço dos irmãos mobiliza equipes de segurança, familiares e toda uma comunidade em uma busca que até o momento não trouxe respostas concretas sobre o paradeiro das duas crianças.

Relembre o caso:

As crianças desapareceram no dia 4 de janeiro de 2026, enquanto brincavam em uma área de mata no povoado São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, no interior do Maranhão. No mesmo dia em que foram acionadas as autoridades, familiares registraram o boletim de ocorrência, e equipes foram mobilizadas para iniciar as buscas.

Junto com eles, também estava o primo Anderson Kauã, de oito anos, que foi encontrado com vida por carroceiros três dias depois em uma área de mata. O menino estava debilitado e sem roupas. Ele recebeu atendimento médico e passou cerca de 13 dias internado, sob cuidados físicos e psicológicos. A criança chegou a perder 10 quilos enquanto estava desaparecido.

Após ser resgatado, o menino contou às autoridades a dinâmica do desaparecimento. Segundo Anderson, ele e as outras duas crianças entraram na mata por conta própria e acabaram se perdendo. Ele teria se separado dos primos ao sair para buscar ajuda.

As buscas

Nas primeiras semanas, a operação contou com um contingente expressivo de forças do estado e apoio federal. Mais de 500 pessoas atuaram nas buscas, entre policiais civis, militares, bombeiros, membros da prefeitura, voluntários e órgãos federais.

Com o avançar da operação, equipes do Pará e do Ceará também integraram a operação com bombeiros e cães farejadores. As buscas foram feitas pela área de mata e contaram com cobertura aérea de helicópteros.

Cães farejadores encontraram vestígios das crianças em um casebre abandonado às margens do rio Mearim. A partir da nova pista, as investigações mudaram o foco da operação de buscas para as águas e equipes da Marinha e mergulhadores do Corpo de Bombeiros foram empenhados para atividades aquáticas e subaquáticas.

Desafios da operação de busca:

Os próprios responsáveis pelas buscas reconhecem a complexidade do terreno, o que tem dificultado encontrar vestígios claros. A área onde as crianças desapareceram tem mata fechada, relevo irregular, lagos e riachos, tornando difícil deslocamento e varredura completa. Em alguns pontos, equipes encontraram animais silvestres, serpentes e outros obstáculos naturais que atrasam o trabalho.

Pistas, rumores e investigação

Apesar da grande mobilização, nenhum sinal definitivo sobre o paradeiro de Ágatha e Allan foi encontrado. Durante as semanas de investigação, várias linhas foram exploradas. Dentre as hipóteses, inclusive, as autoridades precisaram lidar com informações equivocadas. Na ocasião, a Polícia Civil de São Paulo foi procurada para apurar uma denúncia de que as crianças teriam sido vistas em um hotel na capital paulista. Após diligências foi confirmado que não se tratava dos irmãos desaparecidos.

A mãe das crianças deu entrevistas afirmando que acredita que os filhos possam ter sido levados, mencionando até hipóteses como tráfico humano, embora não haja provas públicas que confirmem essa linha. Por outro lado, a Polícia Civil do Maranhão afirma que não descarta nenhuma hipótese.

Repercussão

O caso abalou profundamente os moradores do quilombo São Sebastião dos Pretos e de toda cidade de Bacabal. A direção da escola local, que também funcionava como base de apoio às equipes, relata tristeza e ansiedade na comunidade, especialmente com o retorno das aulas se aproximando.

Para além da comunidade, o desaparecimento dos irmãos repercutiu na internet e internautas de todo o país comentaram sobre o caso. Autoridades, como o prefeito de Bacabal e o Governador do Maranhão também se manifestaram sobre as buscas em suas redes sociais. A prefeitura da cidade, inclusive, chegou a oferecer uma recompensa em dinheiro para quem tivesse informações sobre o paradeiro dos irmãos.

Moradores e voluntários continuam mobilizados, compartilhando informações e auxiliando dentro do possível. Até o momento, não existem novas provas sobre o paradeiro dos irmãos.

A Itatiaia entrou em contato com a Polícia Civil do Maranhão para apurar o andamento das buscas, mas até o momento não obteve retorno.

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