Cerca de 2 mil pessoas morreram durante onda de protestos no Irã

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Um oficial do Irã afirmou que cerca de 2 mil pessoas foram mortas durante os protestos que acontecem no país há três semanas. Esta é a primeira vez que uma autoridade ligada ao governo do país reconhece o alto número de mortes que ocorreu nas manifestações. Em entrevista à Reuters, ele afirmou que os “terroristas” são os responsáveis pelos assassinatos tanto dos manifestantes, quanto dos agentes de segurança.

Os dados de mortos divulgados anteriormente eram atualizados pela Organização de Direitos Humanos dos EUA no Irã, o HRANA, que estimava pelo menos 544 mortes durante o período, incluindo 483 manifestantes e oito crianças. Ainda de acordo com a organização, mais de 10.600 pessoas foram presas durante as manifestações.

A onda de protestos, movidos por uma grave crise econômica que elevou o custo de vida no país, representa o maior desafio interno para as autoridades iranianas em pelo menos três, desde que o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, assumiu e ocorre em meio à crescente pressão internacional após os ataques israelenses e americanos do ano passado.

O governo do Irã não confirmou nenhum tipo de balanço sobre as manifestações que acontecem no país. Na segunda-feira (12), o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, declarou que a situação no país estava “sob controle total” após o aumento da violência ligada aos protestos durante o fim de semana.

Trump ameaça intervir no Irã

No último domingo (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse não se opor a “opções fortes”, que podem incluir intervenções no Irã, durante a forte onda de manifestações que tomam o país nas últimas semanas.

Durante o dia, afirmou também que o Irã entrou em contato com representantes americanos e propôs negociações sobre as ameaças. O presidente disse estar aberto ao diálogo, mas que pode precisar “agir antes” caso a onda de violência siga em alta.

Por meio de um comunicado feito em uma TV estatal, o aiatóla respondeu que a “República Islâmica do Irã não busca a guerra, mas está totalmente preparada para ela”. “Também estamos prontos para negociações, mas elas devem ser justas, com direitos iguais e baseadas no respeito mútuo”, finalizou.

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