Um homem de 34 anos morreu dentro de um motel de luxo após ter um surto por causa de uso de drogas, agredir a esposa e ser contido por outros clientes do local. O caso aconteceu na madrugada deste domingo (7 de maio) em um estabelecimento no Anel Rodoviário, no bairro Caiçara, na região Noroeste de Belo Horizonte. 
De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, funcionários do motel contaram que o casal chegou ao local na noite de sábado e, por volta de 2h do domingo, a mulher, de 28 anos, começou a gritar por socorro. Os funcionários foram até o quarto do casal e encontraram o homem tentando esganar a mulher embaixo do chuveiro.
O suspeito foi contido por funcionários do motel e saiu pelo estabelecimento nu e gritando que estava com o corpo pegando fogo. O homem começou a agredir as pessoas que tentavam segurá-lo. Ainda segundo a Polícia Militar, um jovem de 20 anos que aguardava a higienização do quarto segurou o suspeito pelo pescoço e o colocou no chão.
De acordo com os relatos das testemunhas para os militares, o homem disse coisas sem sentido e, na sequência, desfaleceu. Ele morreu no local e o óbito foi constatado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A principal suspeita é que ele tenha morrido por intoxicação, já que a mulher contou que ele fez uso de cocaína durante toda a noite e madrugada. Ela relatou ainda que o suspeito também dizia para ela que estava pegando fogo enquanto a levou para debaixo do chuveiro e tentou matá-la enforcada. A vítima disse que era casada há três anos e que o marido já tinha tido outro surto parecido, quando também tentou matá-la.
O jovem que segurou o suspeito de agredir a mulher contou à polícia que viu que os funcionários não estavam conseguindo segurar o homem em surto e que por isso o agarrou pelo pescoço e o deitou no chão.
A perícia da Polícia Civil esteve no local e recolheu cinco pinos para armazenar cocaína vazios. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Belo Horizonte. A ocorrência foi repassada à Polícia Civil para investigações. A reportagem de O Tempo procurou os responsáveis pelo motel, mas não teve retorno.
